Carta aos que não se cansam de sonhar!

Venha com a gente defender uma Frente Popular em Florianópolis.

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Carta aos que não se cansam de sonhar!

Por uma Frente Popular em Florianópolis.

A militância dos movimentos sociais, juventude, trabalhadores em geral, intelectuais, pessoas do mundo cultural e militantes partidários de Florianópolis já disseram em alto e bom som que é necessário a unidade do Campo Democrático e Popular na disputa eleitoral de 2020. Isso implica a união das forças democráticas vivas do município. O atravessamento com interesses menores põe em risco o sonho de um projeto alternativo de cidade. A análise da correlação de forças no processo político recente e em sua escala municipal impõe por si esta conclusão.

Os que sonham com a transformação do mundo, também sonham com mudanças em suas cidades.

A UNIDADE POSSÍVEL

Entendo que reúno condições de dialogar com os partidos. Me dediquei nos últimos dois anos e continuo empenhado de forma fraterna e companheira, na tarefa de buscar a unidade política e programática. E, por isso, faço publicamente este apelo. Em 1992, decidimos abandonar minha candidatura a vereador para assumir um compromisso de valor: consolidar uma aliança entre vários partidos, o que redundou na vitória eleitoral e em um governo que marcou a história do município.

Fiz, no passado, um gesto de renúncia. Hoje sinto falta do gesto semelhante de outros protagonistas. Nunca reivindiquei ser candidato a vice-prefeito em 1992. Apenas assumi a tarefa como missão política de unidade. O compromisso com o projeto popular estava no comando das decisões.

A conjuntura atual é grave, no entanto, infelizmente, alguns poucos, mas muito influentes, acham que o golpe de abril 2016 findou. Pior, confundem a tarefa de resistência com tarefa de autodefesa. A resistência envolve movimentos híbridos e combinados de ataque, neutralizações de forças e inclusive de defesa. A história cobrará o preço pelo taticismo reducionista.

AMEAÇAS REAIS

Recentemente, os que estão atentos ao desenvolvimento da conjuntura nacional percebem: ocorreu uma segunda fase do golpe. Uma espécie de repactuação dos sistemas dominantes. É ilustrativa a frase de Fernando Henrique Cardoso: “Se ele se comportar aturamos até 2022.”. Há um forte tensionamento no andar de cima e “esticamento da corda” que, se arrebentar, sabemos bem quem ela atingirá. Uma análise mais aprofundada dos elementos nacionais e regionais aponta a necessidade de construção de uma política comum. A quem interessa a divisão das esquerdas no momento histórico que vivemos?

A divisão nasce de uma leitura errônea. Alguns subestimam a possibilidade real de vitória e agem para confirmar e construir sua própria derrota. Chamo isso de profecia auto cumprida. Abandonam a perspectiva de luta para decidir o rumo da história, para se entregar como refém das circunstâncias. Escolhem a derrota antecipada e um segundo turno entre duas opções indesejadas.

A MILITÂNCIA NÃO AGUENTA MAIS, ESTÁ APREENSIVA.

Faz quase dois anos que os partidos do campo democrático e popular decidiram traçar um rumo comum para o processo eleitoral de 2020, em Florianópolis. No entanto, na reta final o previsível: fragmentação.

Ainda há tempo. A política é dinâmica. Não existe nome de candidato melhor do que o nome UNIDADE das forças democráticas e populares. Por fim, apelo para todos os partidos para deixarem suas atas oficiais das convenções em aberto. Ninguém tem o direito de fechar a porta. Floripa pra Frente. Todos juntos, firmes e fortes!

Vereador Afrânio Boppré
Florianópolis, 25 de agosto de 2020.

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